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Belo Horizonte surge como uma cidade que visa colocar o homem diante de sua existência, ao contrário das cidades da antigüidade que eram a morada dos deuses, a exemplo da Acrópole em Atenas. As cidades medievais contemplavam os representantes de Deus na terra, como os papas e sacerdotes. Com o Renascimento, a cidade moderna preocupou-se com o desenvolvimento do comércio, com a circulação das mercadorias e com o bem estar do homem.

Belo Horizonte, como uma cidade moderna, localiza o homem em contato com o outro onde as praças cumprem esta idéia junto com as grandes avenidas. Libertá-lo das ruas estreitas, dos becos das cidades coloniais, as cidades antigas onde o homem tinha no máximo o seu quintal. Então Belo Horizonte surge como um espaço contemplando o homem, preocupando-se com o seu bem viver.

A escolha do sítio da cidade de Belo Horizonte, feita no início da era republicana, foi marcada por disputa entre duas correntes políticas majoritárias: a liberal, cujo ideal era de um completo aproveitamento da natureza, ou seja, ela deveria ser sacrificada em nome do progresso, e a conservadora, que pensava a supremacia da natureza sobre o homem.

A visão positivista, base em que se estruturou o planejamento da cidade, idealizava o progresso científico como meta do homem do homem racional. O traçado da cidade concentrou quatro grandes avenidas se cruzando em seu ponto geométrico: a praça Raul Soares. Um traçado em xadrez sobreposto das ruas dá um caráter científico e funcional da cidade, onde até a nomeação das ruas contempla a história e a geografia do país.

O arquiteto José de Magalhães, escolhido para planejar as edificações da Praça da Liberdade e da nova capital, havia visitado a Feira Internacional de Arte e Indústria em 1878. Traz para seus projetos várias novidades como o uso do metal nas construções, muitos deles importados da Europa. Ele criou soluções para os problemas de mão-de-obra, como a falta de especialistas para edificações monumentais. Assim, construiu edifícios menores com espaço maiores entre um e outro. Adaptou materiais como o uso do estuque, que é uma massa de cimento com gesso, para ajudar na composição das cantarias e os decorativos na composição dos edifícios, assim como trouxe da Europa uma novidade arquitetônica que é foi a art-noveaux.

SECRETARIA DE INTERIOR E JUSTIÇA
O edifício também guarda certo aspecto ilusionista: as colunas dão uma idéia de grandiosidade mas são apenas decorativas, não têm a função de sustentar o edifício. Elas também contribuem para a idéia de harmonia que é da estética clássica. O construtor parece querer também fazer uma alegoria da harmonia com o ideal da justiça. A justiça é reta! A presença do eclético estão nas colunas jônicas, janelas e arcos plenos, janelas com vesgas retilíneas.

Fonte: www.asminasgerais.com.br

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